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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto https://www.um.edu.uy/facultad-de-humanidades-y-educacion/mariana-moraes

 

MARIANA MORAES 
( Uruguai )

 

Mariana Moraes, começou sua tarefa de letras na oficina literária no Rio de Janeiro, UAPE, Barra da Tijuca, Brasil, com o professor e escritor Gilberto Mendonça Telles.
Participou do concurso Quem são os poetas da Barra? Onde seu poema Silencio foi selecionado para a antologia que leva o mesmo nome do concurso.
Tem publicada uma prosa poética intitulada  Declaración na antologia Crepúsculo, ambas publicadas no Brasil. Fundadora do Momento Poético no Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, com outros escritores do lugar. Agora pertence ao Espacio Mixtura em Montevideu.
É cantora profissional e diretora e condutora de programas de radio e tvcabo, ultimamente, entre outras coisas, realizado vários recitais na Sala Zitarosa, Hotel Radisson Victoria Plaza Hotel Conrad, Maluco Beleza em Buenos Aires e outros de caráter mais íntimo, com músicos e poetas. Compôs e gravou canções sobre poemas de autoras em português, nos CD Somente Mulheres, Abrace editora.

 

RAPSODIAS. Selección de poesia contemporâneaMontevideo: aBrace editores, 2010.       96 p.  N. 03 088
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda


TEXTO EN ESPAÑOL

 

Vida simple

Un hombre solo,
debajo de aquel árbol,
que da sombra en su cuerpo.

Retira su sombrero,
rasca la cabeza
fuma su cigarro
y el tiempo pasa inalterable
para esta alma solitarias
que no reclama,
que nada exige.
¿Cuáles serán sus pensamentos?
¿Cuáles serán sus ideales?
No sé, y yo de lejos
vigilo su pensar.
Cuando llega la noches
recuesta su cabeza
en el viejo diario y duerme,
al despertar mira hacia el cielo,
y a Dios agradece.


Lenguas

Lenguas que argumentan
palabras sueltas al azar
lenguas que nunca callan,
o se ahogan,
en un silencio transparente.
Lenguas húmedas,
lenguas santas, sacras
lenguas eróticas
lenguas egoístas, malvadas
veneno mortífero
que destruye
o que te exalta.
Por fin,
lenguas que nunca callan.


Melancolía

Me faltaba tiempo
para aquella ternura de antes,
cuando la vida era toda esa soledad.

Sin lugar a entender
la grandeza de esa palabra solitaria,
pálida en una noche clara.

Aun temprano,
en un piso desdibujado
jugaba con mi propia sombra.

La luna me aba,
una leve sensación de falta
y la noche la embriaguez
de mis sentidos.

En aire estaba misterioso y místico,
silencioso y desconocido.

Caminando por las calles
grises y empedradas
sin existencia ya
como todo lo que me rodeaba,
sentí en aquel preciso instante,
un nuevo sentimiento
que se apoderaba de mí.

Recordar, me dio melancolía.


No me permito sufrir más

Como dormida en un sueño
sigo mi vida, no quiero pensar.
Como dormida en un sueño
transcurre mi vida feliz, ¿feliz?
Sí, no me permito sufrir más.
La felicidad está en mí,
la encuentro
en las cosas más simples
en cada despertar
cuando escucho los pájaros
cuando me abriga la luz del sol
en una tarde amiga
donde juntas, en un tibio atardecer
la esperamos llegar.
Donde las luces en la oscuridad
iluminan la esperanza de volver a vivir
de volver a sentir felicidad, ¿felicidad?
Sí, no me permito sufrir más.
 

          TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS

 

Vida Simples 

Um homem sozinho,
sob aquela árvore,
que lhe projeta sua sombra.

Ele tira o chapéu,
coça a cabeça,
fuma seu charuto,
e o tempo passa inalterado
para esta alma solitária
que não faz exigências,
que nada requer.
Quais são seus pensamentos?
Quais são seus ideais?
Não sei, e de longe eu
observo seus pensamentos.
Quando a noite cai,
repousa a cabeça
sobre o velho diário e dorme;
ao acordar, olha para o céu,
e agradece a Deus.
 

 

Línguas 

Línguas que argumentam
palavras aleatórias e isoladas
línguas que nunca se calam,
ou se afogam,
em um silêncio transparente.
Línguas úmidas,
línguas santas, sagradas
línguas eróticas
línguas egoístas, perversas
veneno mortal
que destrói
ou exalta você.
Finalmente,
línguas que nunca se calam.
 

 

Melancolia 

Faltava-me tempo
para aquela ternura de antes,
quando a vida era pura solidão.

Sem chance de compreender
a grandeza daquele mundo solitário,
pálido numa noite clara.

 

Mesmo cedo,
num apartamento embaçado,
brinquei com a minha própria sombra.

A lua me trouxe
uma leve sensação de falta,
e a noite, a embriaguez
dos meus sentidos.

O ar era misterioso e místico,
silencioso e desconhecido.

Caminhando pelas ruas cinzentas e calcetadas,
já não existindo,
como tudo à minha volta,
senti, naquele exato momento,
um novo sentimento
apoderar-se de mim.

A lembrança encheu-me de melancolia.
 

Não me permitirei sofrer mais.
 

Como um sonho, sigo com a minha vida, não quero pensar.
Como um sonho, minha vida passa, feliz, feliz?
Sim, não me permitirei sofrer mais.
A felicidade está dentro de mim,
encontro-a
nas coisas mais simples,
em cada despertar,
quando ouço os pássaros,
quando a luz do sol me aquece,
numa tarde agradável,
onde juntos, num pôr do sol quente,
esperamos que ela chegue.
Onde as luzes na escuridão
iluminam a esperança de viver novamente,
de sentir felicidade novamente, feliz?
Sim, não me permitirei sofrer mais.

 

*
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Página publicada em dezembro de 2025.


 

 

 
 
 
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